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Gaeco conclui nova investigação sobre fraudes em licitações da Prefeitura de Ubaporanga e estima desvio de R$ 4 milhões

Pode ser uma imagem de carro e ao ar livreO Gaeco Regional de Ipatinga concluiu as investigações da quarta denúncia envolvendo fraudes em licitações na Prefeitura de Ubaporanga, na gestão do ex-prefeito Gilmar Assis. Nessa etapa, foi demonstrado o “modus operandi” da organização criminosa que se instalou no ente público municipal visando o desvio de verbas.
 
O Ministério Público apresentou denúncia contra 10 pessoas, entre funcionários públicos, empresários e um advogado. À pedido do MP, a Justiça afastou das funções públicas os funcionários do setor de licitação da gestão passada.
 
Como o esquema funcionava
 
De acordo com o Gaeco, as investigações apontam que no início da gestão do ex-prefeito Gilmar Assis, ele realizou esquema com um empresário, já investigado no passado pela Polícia Federal, para colocar no setor de licitações pessoas que favorecem os interesses deles, especialmente a pregoeira.
 
Em seguida, foi contratada uma empresa de consultoria de fachada, que tratava de forma extra oficial com os empresários que participariam das licitações. Os certames tinham valores combinados fora do preço de mercado, e os envolvidos já recebiam planilhas para serem editadas com os números combinados.
Ainda conforme as investigações, a suposta empresa de consultoria não possuía funcionários contratados, nem tinha comprovação de prestação de serviços pelos quais foi paga. A empresa ajudava a organizar as licitações e orientava os envolvidos no esquema sobre a documentação que deveria ser enviada.
 
Investigações
 
Durante a fase investigativa, foi observado que os funcionários públicos ‘maquiavam’ os documentos solicitados pelo do Ministério Público e pela autoridade policial, enviando cópias fraudadas, cujos originais não foram encontrados quando solicitados, sob a alegação de “subtração ou extravio” de três dos processos licitatórios.
Durante a fase de oitivas dos funcionários públicos do setor licitatório, esses informaram que não possuíam capacidade técnica para trabalharem no local, mas que faziam por determinação do ex-prefeito, que determinava os procedimentos da suposta “empresa de consultoria”.
 
Os documentos analisados eram assinados pelos servidores municipais para fingir ares de legalidade das licitações, mas não foram encontradas assinaturas da falsa empresa de consultoria, mesmo que essa fosse paga para prestar serviços à Prefeitura.
Em documentos apreendidos, o Gaeco identificou uma contabilidade da organização criminosa, com repasses de valores em percentual a empresários e funcionários públicos, dentre eles o próprio ex-prefeito de Ubaporanga Gilmar Assis.
Procurado pela imprensa, o advogado disse que o ex-prefeito Gilmar Assis não foi notificado, e por esse motivo, a defesa não irá se pronunciar.
 
G1
 
10/06/2021

Evangelho do Dia

Segunda-feira, 21 de Junho de 2021

Mt 7,1-5

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 1“Não julgueis e não sereis julgados. 2Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes.

3Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

 

— Palavra da Salvação

— Glória a vós, Senhor.